quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

SABE A DISTÂNCIA QUE FRODO E SAM PERCORRERAM?

Ao analisarmos toda a história da Comitiva do Anel, perceberemos inúmeros desafios, perigos, emoções, e principalmente algo que pode de certa maneira passar desapercebido, o fator distância.
Todos os membros percorreram uma árdua caminhada rumo ao objetivo; este que estava mantido em segredo até certo ponto; que era aniquilar Sauron jogando o Um Anel nas lavas (1) da Montanha da Perdição, e para isso, tiveram que marchar para a terra onde o mal nunca dorme, um reino cheio de cinzas, desertos, com um ar “venenoso”, uma verdadeira desolação, um terror inaceitável para os padrões humanos e élficos. Mas essa marcha até Mordor nunca foi fácil devido aos diversos perigos (inimigos) que poderiam encontrar ao longo do caminho, mas existia um outro perigo já mencionado, a distância.

Este fator deve ser considerado, pois a Terra Média possui dimensões semicontinentais consideráveis para a realidade dos povos que a habitavam. Não era fácil, por exemplo, se deslocar de Imladris aos Portos Cinzentos, ou até mesmo as aventuras de Bilbo com Gandalf e os anões até o Monte Erebor. Eram caminhadas duras, desgastantes, cheias de terrenos com diferenças marcantes nas altitudes (2), planícies, planaltos, pântanos, florestas; as próprias mudanças biogeográficas (biomas) ao longo de toda a Terra Média. Esses fatores contribuem para colocar o fator distância como inimigo respeitável para determinas situações, como exemplo, a comitiva do anel rumo ao sudeste da Terra Média.
Partindo para uma apresentação mais exata, foram feitos cálculos para determinar um valor próximo do real, em quilômetros, percorridos pelos membros da comitiva do anel especialmente Frodo Bolseiro e Samwise Gamgi, objetos deste artigo.

Para isso, a primeira etapa considerável da viagem foi a partida da Vila dos Hobbits até a casa de Elrond em Imladris. Foi uma viagem longa e cheia de riscos para os pequenos, e a distância foi da ordem de 736 km. Após terem permanecido um bom tempo em Imladris Frodo e Sam juntamente com os demais membros partiram em direção ao sul, mas devido às circunstancias do destino, eles chegaram a Mória e percorreram mais 320 km. Partindo pela jornada no escuro a partir do Portão Oeste, foi percorrida uma distancia de 64 km (ou 40 milhas na própria fala de Gandalf no filme SDA). Após o desastre com o Balrog, os membros percorreram uma grande distância através dos contrafortes (3) orientais da cordilheira das montanhas sombrias em direção as Cataratas dos Rauros, nas proximidades de Amon Hen. Vale ressaltar que durante esse percurso a comitiva passou uma pequena temporada nas Florestas de Lothlórien; a distância foi na ordem de 560 km. Este foi um dos momentos mais infelizes da Sociedade, pois ocorreu o rompimento da mesma:



  • Intervenção de Saruman através dos Uruk hai;
  • A loucura de Boromir e sua posterior morte;
  • Seqüestro de Pip e Merry.

  • Com o rompimento da Sociedade, Frodo e Sam foram sozinhos para a terra do Senhor do Escuro através da margem leste do Grande Rio, o Anduim, até atingirem as desoladas colinas de Emyn Muil. A partir daí receberam mais um companheiro, o Gollum que os conduziu até o Morannon através dos contrafortes sudeste das Emyn Muil e pela região dos Pântanos Mortos. Todo esse percurso de Rauros até o Morannon media uma distância de 288 km. Os pequenos perceberam que era difícil entrar em Mordor pelo norte, resolveram então pegar uma rota alternativa, mas ao mesmo tempo tão perigoso quanto o Portão Negro. Partiram para o sul através da bela Ithilien do Norte fugindo do perigo imediato de dos horrores dos servos de Sauron. Por um tempo respiraram um pouco do ar puro novamente. Em todo esse percurso andaram 64 km e deste local até a encruzilhada foram mais 160 km, voltando novamente à desolação e a ameaça iminente do maior servo do Senhor do Escuro, o Rei Bruxo de Angmar já prestes a marchar com seus soldados a Minas Tirith. Da encruzilhada até o Orodruim foram mais 160 km de sofrimento e o desgaste ainda maior, pois, já estavam nos domínios de Mordor e com isso, andar os 160 km com o Um Anel pendurado no pescoço se tornou muitíssimo pesado (Pela aparência de Frodo, parecia que estava carregando nas costas o próprio Sauron tomado de sua forma física).

    Após dias, meses de luta e caminhada, o objetivo de Frodo e Sam chegou ao fim, pois conseguiram a duras penas jogar o Anel no fogo da Montanha da Perdição. Com a derrocada de Mordor, os pequenos através da ajuda do Senhor das Águias foram resgatados e levados para Minas Tirith, somente aí foram mais 240 km, mas desta vez voando.

    Após a coroação de Aragorn Frodo e Sam permaneceram uma temporada em Minas Tirith, mas como o Condado os chamavam de volta, resolveram retornar numa longa viagem até chegarem novamente à casa de Elrond. Este percurso foi de 1.120 km e por fim, de Imladris a Vila dos Hobbits novamente os 736 km.

    O total aproximado que viajaram foi de 4.480 km, uma viagem longa e desgastante para os padrões da época e principalmente para os dois hobbits. O total que ambos viajaram ultrapassou a distância que o Brasil possui de Norte a Sul, ou melhor, do Oiapoque ao Chuí que totalizam 4.394,7 km. Com certeza, depois de tanto sofrimento pela viagem e pelo fardo carregado tanto por Frodo quanto por Sam, ambos tinham o merecimento de partirem em períodos diferentes para as Terras Imortais para ofuscarem o passado sombrio no qual haviam passado.



    segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

    VIDA NOVA

    Você viu? Você viu todos os fogos do Reveillon. Está na hora de se importar com o que realmente interessa. Chega de frieza, chega de cegueira e pare de sonhar que o trabalho inteiro foi feito. Que o Senhor nos abençoe a sentir dor!

    Tristeza no céu por largarmos pessoas nas ruas? Por quê não? A igreja não "compra briga" com aquilo que interessa e sim pelas coisas desinteressantes da vida.

    Chega, vamos embora. Vamos sair dessa imensa confusão. Não feche teus olhos. O trabalho precisa continuar.

    segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

    PROPÓSITO PARA UM ANO NOVO

    Além disso, naqueles dias, vi alguns judeus que haviam se casado com mulheres de Asdode, de Amom e de Moabe.  A metade dos seus filhos falavam a língua de Asdode ou a língua de um dos outros povos e não sabiam falar a língua de Judá.   (Neemias 13:23, 24 NVI)

    Este episódio triste ocorreu em Jerusalém durante o governo restaurador de Neemias.

    Neemias foi levantado por Deus para fazer a reconstrução da cidade de Jerusalém, após os anos de cativeiro do povo de Israel na Babilônia, e tomou a seu cargo agir por fé e dependência divina, ardendo em zelo pela causa de Deus e do Seu povo. Mas não confinou sua missão à realização da restauração física e aparente. Trabalhou, juntamente com o sacerdote Esdras, pela restauração espiritual e moral do seu povo. Foi assim que em suas sindicâncias deparou-se com um  trágico efeito de misturas:  pelo fato de, em desobediência explícita à Palavra de Deus, os homens de Judá uma vez habitando entre aqueles povos terem feito casamentos mistos, agora boa parte dos seus filhos (metade), emergiam como subprodutos dessa mistura, falando meio asdodita,  ou seja, um idioma que transitava entre a língua do povo de Deus e o linguajar do populacho no meio do qual vinham misturados. Era o que conhecemos como dialeto. Essa mistura vista na fala denunciava conteúdos doutro teor de mistura: Esdras afirma, no mesmo contexto, que essa geração transitava na prática dos costumes pagãos dos povos da terra. Ou seja, o linguajar evidenciava conteúdos contaminados, que os descaracterizavam como filhos legítimos e os denunciavam como miscigenados com um estilo de vida contrário aos caminhos traçados por Deus.

    Fico pensando na extrema necessidade que a nova geração evangélica tem de um restaurador de veredas da têmpera de um Neemias.

    Mistura de hábitos, práticas e formas de trânsito nas lides deste mundo tem revelado um idioma contaminado na boca de nossos filhos, os filhos produzidos nesta geração de crentes, em sua maioria esmagadora. Por onde passamos podemos constatar isso com pesar. Em nome de uma falsa ideologia que pretende circunscrever a Graça à permissividade de práticas mundanas, os filhos têm falado meio asdodita em muitas áreas da vida, com o aval e mau exemplo de seus pais crentes, em áreas inegociáveis como o namoro com liberação instintual da sexualidade ( pergunto: onde foi parar o conceito bíblico que reprova obras da carne como fornicação e sexo ilícito? Se a permissividade explícita hoje popularizada no mundo como ficar adentra o arraial do povo de Deus como coisa comum e normal, o que vai ocupar o lugar denunciado biblicamente como fornicação?). Não só. Fala-se meio asdodita nas transações financeiras, nas celebrações sociais, no uso de bebidas alcóolicas, no trânsito em ambientes moralmente discutíveis e no próprio linguajar que perdeu o lugar depurado para dar espaço a xingamentos e palavras torpes, entre tantas outras coisas.

    A geração responsável por ensinar e preservar valores, não só tem sido omissa por conta de haver perdido noção do que a Bíblia aponta como separação requerida e recomendada aos crentes, tecnicamente conhecida como santificação, quanto o é por conta de temer taxação como "careta" ou hipócrita, ou radical ou presunçoso. Diga-se de passagem que já fui homenageado com tais títulos algumas vezes.

    Em nome de um liberalismo que longe está do que o Evangelho de Cristo preconiza como liberdade, destruímos valores espirituais de alto custo.  O Deus visto e anunciado por Isaías como três vezes Santo, aguarda a identificação do Seu povo consigo pelas vias da santificação. Ser crente apenas, não é sinônimo de ser santo. E ser santo não é sinônimo de ser pietista, religioso ou beato. Ser santo é viver na dimensão do compromisso espiritual que nos posiciona neste mundo, sem afastar-nos dele, como inimigos de suas práticas injustas e desdenhosas. É viver na dimensão do temor a Deus que nos caracteriza como pertencentes a Ele na mesma medida em que nos caracteriza como não mais deste mundo, porque ouvimos Sua palavra dizer: esta é a vontade de Deus, a vossa santificação.

    O conceito cristão de santidade ao Senhor é claro. Fala um idioma bastante definido, e este não é o evangeliquês, mas aquele que permite a Deus dizer que não tem vergonha de chamar-Se nosso Deus. O conceito cristão de santidade é aquele que emparelha os crentes na fileira dos que temem a Deus por saber que todo o que se faz amigo do mundo torna-se inimigo dEle; também os caracteriza enfileirados como aqueles que sabem que o compromisso de Deus quanto a realizar coisas novas é com os que se santificam. É consciência daqueles que sabem que devemos à Graça uma resposta de não conformação com o esquema deste século, mas de transformação, ou seja, ultrapassar a forma, uma vez que ela, a Graça,  vai renovando o nosso entendimento. E isso envolve, seja lido no campo da teologia quanto da psicologia, o comportamento, o discurso e as atitudes, porque aponta mudanças internas que passam a impregnar toda a forma de manifestação visível no mundo social. Daí Jesus ter dito que a boca fala do que está cheio o coração. Minimamente o crente nesta geração precisa ter vigilância quanto ao seu devir na vida, porque este vai denunciar o que o move, que idioma fala.

    Santidade ao Senhor não é religiosidade e também não é fruto de ascetismo auto-imposto ou alter-imposto. É resposta espontânea de um coração convertido a Jesus. É fruto de identificação com Ele e com os dEle. Trilha pelo caminho da renúncia quando se preocupa em não comer carne para não escandalizar o irmão mais fraco, ou seja, é um compromisso que vai além da própria consciência no dizer de Paulo.

    Santidade ao Senhor envolve a consciência de se saber não idôneo, e a partir daí procurar mais dependência do Espírito Santo, em lugar de abrir mão do exercício de renúncias válidas por se achar fraco e insuficiente.

    Santidade ao Senhor é a via por Ele apontada, que inclui o testemunho por implicação, biblicamente apontado como evitar a aparência do mal, para que a vida espiritual goze credibilidade e poder.

    Santidade ao Senhor é retirada do cenário da ambição material, da concupiscência da carne, linguagem tão densamente bíblica que soa estrangeira aos ouvidos dos que falam meio asdodita.

    Esta linguagem toda acima, está estranha a seus ouvidos? Quando não entendemos o que alguém nos diz, pensamos: ele fala outra língua; ou: está bêbedo por mosto? Ou rechaçamos o discurso dizendo:  é radicalismo religioso.

    Não. Santidade ao Senhor é disciplina para cristãos zelosos, coisa que se deve procurar viver, e que deve ser passada de pais para filhos. Então sobre esses filhos se cumprirá a Palavra que proclama: ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando  for grande não se desviará dele.

    Os homens dos dias de Neemias, confrontados por terem fracassado nessa missão, arrependeram-se diante do Senhor.

    Uma dica: santificação pessoal é canal de AVIVAMENTO espiritual. A vida libertina na fé, é via de descrédito e fracasso em todas as áreas, falso poder, conquista mundana.

    Neste assunto cabe a advertência de Paulo: aquele que pensa estar de pé, cuide para que não caia. Chamo sua atenção para estas duas possibilidades: estar de pé e cair.

    Estamos falando o mesmo idioma?
    Eu convido você a assumir santidade ao Senhor como propósito para sua vida e caminhada de fé neste novo ano de 2014. Vamos trilhar juntos esta carreira?

    Pr. Cleber Alho

    terça-feira, 31 de dezembro de 2013

    PEQUENO COMEÇO DE HOJE


    Nem te digo o que eu sentí quando eu ví a foto acima... Que lembranças vieram a minha mente! Aliás, tudo fica fácil de se pensar (e repensar) quando chegamos no final de ano, não é mesmo?

    Logo após a degustação das memórias, fiz uma pergunta a mim mesmo: "Quando foi que começara esse 'movimento do Eterno' na minha vida?" Poderia eu ter a audácia de dizer que foi quando eu me tornei Seu amigo? Não, não consegui imaginar esse "ponto inicial". Melhor falando, acho que não me atreví a delimitar esse começo. Foram muitos os inícios, gratas memórias que vem e que vão. E esses começos não se limitam apenas aos lugares e pessoas que conhecí: não iniciaram em Agadez, também não foi com os Bérberes das montanhas, muito menos quando estava no Morro da Providência. A única coisa que sei é que houve um começo que, certamente, não começou em mim.
    “Pois quem despreza o dia dos humildes começos, esse alegrar-se-á vendo o prumo na mão de Zorobabel. Aqueles sete olhos sãos os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra”. Zc 4:10 
    Zorobabel estava em uma situação desconfortável, pois todo judeu que se preze tinha em mente a suntuosidade do templo de Salomão. O primeiro templo, apesar de destruído, nunca pareceu sair da mente e do coração de Israel e o edifício que Zorobabel estava construindo era algo bem mais modesto. Comparações feitas pelo povo eram constantes, pessoas essas que queriam que algo novo acontecesse mas do mesmo jeito, do jeito velho. Não conseguiam perceber que, na estrada da vida, coisas novas acontecem por Sua soberania, ou por Sua permissão.

    Devemos entender que são nesses pequenos começos que recebemos sementes. O Grão de Mostarda Divino (isto é, Seu Reino), nos proporciona sementes que precisam ser germinadas no arado nosso de cada dia, fazendo com que nossos braços se movimentem, de acordo com o Seu propósito. Minha decisão de semeá-las - ou não - determinam alguns resultados (consequências) que vemos.

    Infelizmente, pequenos começos são desprezados. Ignorados por amigos, familiares e até por você mesmo. Mas quando se olha a foto, percebe-se que todos os pontos e começos estão intimamente interligados. Se for esperto o bastante, vai perceber algumas lacunas que você deixou para trás, por burrice mesmo. Mas nada que se recupere no começo a seguir, bastando semear corretamente segundo Sua graça e amor.

    Moisés tinha um simples cajado, Davi arranjou um estilingue "na última hora". Sansão tinha um osso maxilar, Raabe começou sua história com uma corda. Dorcas tinha uma agulha? Sim, todos eles foram usados por Deus. Mas começaram através da simplicidade, dos pequenos começos.

    Um ano novo que começa hoje nesses pequenos começos de cada dia para você!

    terça-feira, 10 de dezembro de 2013

    NUNCA FUI, ESTOU INDO

    “ Embora os proponentes da segunda posição estejam obviamente corretos 
    em argumentar que πορευθέντες é um particípio circunstancial temporal, uma 
    reflexão posterior sugere que essa interpretação engloba pelo menos quatro 
    problemas. Primeiramente, como aponta Daniel B. Wallace, “tornar πορευ-
    θέντες em um particípio adverbial é tornar a Grande Comissão na Grande 
    Sugestão!”.33 Em segundo lugar, contra Culver e em concordância com Cleon 
    Rogers,34 Donald A. Carson afirma que particípios circunstanciais dependentes 
    de imperativos “normalmente ganham alguma força imperativa”.35 Em terceiro 
    lugar, Carson também acha difícil crer que o particípio aoristo πορευθέντες 
    tenha perdido toda força imperativa em um contexto que exige um ministério 
    a todas as nações.36 Em quarto lugar, se Mateus tivesse desejado expressar uma 
    ação temporalmente simultânea sem força imperativa no sentido de “enquanto 
    vocês vão” ou “ao irem”, o comissionamento de Jesus aos doze para pregar 
    o reino em Israel (Mt 10.5-16; Aland 99) sugere que Mateus teria usado o 
    particípio presente. Em Mateus 10.7 lemos: πορευόμενοι δὲ κηρύσσετε – “À 
    medida que seguirdes, pregai...”

    David J. Hesselgrave

    Graças a Ele, nunca fui esquizofrênico. Mas devo confessar que tenho amigos esquizofrênicos. Falando da chamada "Grande Comissão", devo deixar bem claro aqui que eu "nunca fui". Eu também "nunca deixei de ir". Estou sempre indo, e indo vou, queira você ou não. 

    Se você não quer entender o vídeo abaixo ou não gostar, clique aqui e você terá uma versão em grego. Uma versão, digamos, mais polida.

    quinta-feira, 14 de novembro de 2013

    O QUE FAZ A IGREJA RESPIRAR?

    É na íntegra! Nosso Deus é o Deus que se importa com o ser humano, com tudo que afeta o ser humano e com tudo que o ser humano afeta. O Reino de Deus chama TODAS as realidades ao arrependimento.

    Mas o que mantêm a Igreja viva nos dias de hoje? Grande é a falação, uma verdadeira angústia de caráter e integridade. A partir da igreja em Tessalônica (I Tessalonicenses 2:13), Ariovaldo Ramos nos traz a máxima da Palavra de Deus que norteia a vida da Noiva de Cristo.

    terça-feira, 16 de julho de 2013

    SALMOS SÃO BLUES!

    Huffington Post relata a conversa do cantor irlandês Bono Vox em sua entrevista à radio Focus On The Family, concedida ao seu presidente Jim Daly. O líder do grupo U2, conhecido por suas convicções católicas, foi muito divertido na sua explicação da figura de Jesus, que ele considerava punk.

    "Você tem que ter muito cuidado para que a elegância e a polidez não se transformem num comportamento banal, onde nós somos apenas agradáveis, sem postura. A polidez é, você sabe, uma coisa maravilhosa. Boas maneiras são, na verdade, uma coisa importante. Mas lembre-se: Jesus não tinha muitas boas maneiras, como sabemos agora". 

    Para ilustrar seu ponto de vista, Bono citou a passagem do Evangelho em que Jesus pede a um homem para seguí-lO, sem mesmo dar tempo para enterrar seu próprio pai. Seu interlocutor, Jim Daly, então admitiu: "Sim, parece ser bem insensível...". Mas o cantor do U2 replicou da seguinte maneira: "Ele podia olhar para o outro lado e ver o coração do companheiro. Ele sabia quando não havia sinceridade, quando era dissimulação. Temos que aprender a enxergar mais longe, não se contentar com sinais exteriores de virtude, e, sim, olhar para as ações". 

    Na entrevista, o cantor também teve a oportunidade para estabelecer paralelos entre outros personagens bíblicos e a música: "Em primeiro lugar, gosto de Davi, por ele ser músico. Os Salmos são poderosos, e mesmo sendo hinos de louvor, são também Blues!"

    Perguntado, enfim, sobre seus compromissos humanitários, o cantor reconheceu, rindo, que eles decorriam diretamente da sua fé: "Cristo é verdadeiramente alguém muito provocante a seguir, você sabe... porque Ele é muito exigente. Não é preciso ter doutorado para compreender essa coisa: basta aproximar-se d'Ele"


    quinta-feira, 20 de junho de 2013

    A IGREJA QUE DERRUBOU O MURO: #FORAMpraRUA

    Leipzig, Alemanha. A Igreja Evangélica Luterana St. Nikolai parece não ter mudado muito desde o século XVI. Bach chegou a tocar o orgão por lá, a música continua atraente, mas foi durante os últimos dias da Guerra Fria que essa igreja teve sua grande atuação.

    O mundo estava dividido entre EUA e União Soviética. A própria Alemanha foi dividida em duas, a República Democrática Alemã (RDA) foi uma tentativa de manter o povo longe do ocidente. O ateísmo era a norma e igrejas como a St. Nikolai foram espionadas, embora pudessem permanecer abertas.

    Na RDA, a igreja proveu o único espaço livre para a população. Tudo o que não se podia discutir em público, poderia ser feito dentro da igreja e assim se transformaram em um espaço físico e espiritual, na qual as pessoas eram livres. O Pr. Christian Fülher começou a realizar as orações semanais para a paz.

    Toda segunda, o Sermão da Montanha se tornou o texto principal para os adoradores. Poucos eram no início, mas o público foi crescendo e as portas se abrindo. Nas reuniões de oração muitos foram tocados: jovens, cristãos e até não cristãos, justamente para aqueles que queriam sair da Alemanha Oriental. A igreja se tornara um refúgio para esses. O estudante universitário Sylke Schumann foi um dos muitos (que depois se tornaram milhares), que também marcharam pelas ruas segurando velas e apelando para a mudança.

    Em Outubro de 1989, no aniversário da RDA, o governo começou a repressão. Manifestantes em Leipzig foram espancados e presos. Dois dias depois a Igreja St. Nikolai estava cheia, transbordando de gente para a vigília semanal. Quando acabou, 70.000 pessoas marcharam pela cidade embora os olhares dos soldados armados.

    "Lembro-me que era uma noite fria, mas você não sentia frio. Foi realmente incrível fazer parte disso, energia e esperança foi o nosso sentimento", disse Schumann. Na igreja as pessoas aprenderam a transformar o medo em coragem, superando-o e trazendo esperança, para se ter força. Uma vez que tudo foi feito sem violência, a polícia não pode entra rem ação. "Estávamos prontos para qualquer coisa, menos para velas e orações", relata um dos funcionários da Alemanha oriental.

    Um mês após a manifestação maciça, o muro entre Berlim oriental e ocidental caiu. A igreja tinha enviado uma mensagem poderosa ao mundo: o governo da Alemanha oriental não controla mais o seu povo. "A revolução que conseguimos, foi algo que surgiu de dentro da igreja. É surpreendente o que Deus fez", disse o Pr. Führer. 

    Hoje o pastor é aposentado, tem 65 anos de idade (2013) e escreveu um livro sobre os relatos históricos daqueles dias. A igreja possui hoje um número bem maior de congregações, se comparado ao tempo antes da manifestação. O pastor aposentado diz que eles não fizeram aquilo para trazer pessoas para a igreja. "Fizemos aquilo porque entendemos que isso é também papel da igreja", finaliza o pastor.

    terça-feira, 11 de junho de 2013

    CADÊ O SEU PEDRO E SEU JOÃO?

    São 9:30 da manhã. Cidade a pleno vapor. Pedro e João vivem a vida tal qual ela é.

    A diferença é que tem um morador de rua (mais um) que talvez esteja sem lenço e sem documento, mas que dorme bem ao lado da igreja. Metade dele está dentro de um coletor de lixo e a outra metade do lado de fora.

    Seria ele um coxo do século XXI?
    E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa" Atos 3:5
    Onde estão, hoje, os apóstolos e os discípulos a quem Jesus ama?


    sábado, 13 de abril de 2013

    MALTRAPILHO, VOCÊ É UM?

    O "Evangelho Maltrapilho" foi escrito com um público leitor específico em mente. Este livro não é para os superespirituais.

    Não é para os cristãos musculosos que têm John Wayne como herói, e não a Jesus.

    Não é para acadêmicos que aprisionam Jesus na torre de marfim da exegese.

    Não é para gente barulhenta e bonachona que manipula o cristianismo a ponto de torná-lo um simples apelo ao emocionalismo.

    Não é para os místico de capuz que querem mágica na sua religião.

    Não é para os cristãos "aleluia", que vivem apenas no alto da montanha e nunca visitaram o vale da desolação.

    Não é para os destemidos que nunca derramaram lágrimas.

    Não é para os zelotes ardentes que se gabam com o jovem rico dos Evangelhos: "Guardo todos esses mandamentos desde a minha juventude".

    Não é para os complacentes, que ostentam sobre os ombros um sacolão de honras, diplomas e boas obras crendo que efetivamente chegaram lá.

    Não é para legalistas, que preferem entregar o controle da alma a regras a viver em união com Jesus.

    O evangelho maltrapilho foi escrito para os dilapidados, os derrotados e os exauridos.

    Ele é para os sobrecarregados que vivem anda mudando o peso da mala pesada de uma mão para a outra.

    E para os vacilantes e de joelhos fracos, que sabem que não se bastam de forma alguma e são orgulhosos demis para aceitar a esmola da graça admirável.

    E para os discípulos inconsistentes e instáveis cuja azeitona vive caindo para fora da empada.

    E para homens e mulheres podres, fracos e pecaminosos com falhas hereditárias e talentos limitados.

    E para os vasos de barro que arrastam pés de argila.

    E para os recurvados e contundidos que sentem que sua vida é um grave desapontamento para Deus.

    E para gente inteligente que sabe que é estúpida, e para discípulos honestos que admitem que são canalhas. o evangelho maltrapilho é um livro que escreví para mim mesmo e para quem quer que tenha ficado cansado e desencorajado ao longo do Caminho.

    Brennan Manning
    (Realmente descansando em paz)

    Querendo ler (online) um pouco do livro, clique aqui.

    sexta-feira, 12 de abril de 2013

    O QUE A RELIGIÃO FAZ?


    Este é um passageiro que se embrulhou em um saco plástico durante um vôo, foto que se espalhou pela internet. De acordo com o jornal GA Daily News, o passageiro (vestido todo de preto) seria um sacerdote Cohen, judeu ortodoxo que segue a crença que todos são descendentes de Arão.

    Conforme a tradição, eles não podem visitar cemitérios e, como o trajeto da aeronave passa por cima de campos santos, o homem não poderia ter nenhum tipo de contato com tais locais. Por isso o saco plástico funcionaria como uma proteção, mantendo o sacerdote puro. 

    Isso é religião. Fora disso, só Jesus. 

    quarta-feira, 10 de abril de 2013

    DNA. CELINA


    Complicadíssimo convencer o Seu Davi para que ele levasse o menino ao seu trabalho. Mesmo que isso só fosse permitido quando o garoto ficava de férias na escola, era realmente difícil. Difícil de acordar cedo, sair cedo e chegar cedo.

    Mas quando o garoto ia, via a igreja como nunca: vazia. Aquele lugar grande, cheio de gente nos dias de domingo, se transformava no "lugar do meu pai". Foi dessa forma que o menino subia o suntuoso púlpito sem ninguém ver (e condenar) e ter a visão que aquele "homem de preto" tinha quando falava para a gente. Sem falar nas descobertas e andanças "livres" pelos corredores da igreja. Isso sim era o máximo!

    Em meio as muitas andanças, tinha a Dna. Celina em sua sala. Tudo era arrumado e ela arrumava muitas coisas. Sempre com o telefone em suas mãos. Apesar de sua atividade ser completamente diferente do Seu Davi, Dna. Celina era bem próxima dos três (dele e seus irmãos). E os três bem próximos dela. É óbvio que o garoto pôde conhecê-la como se deve: muito além da sala, das arrumações e atendimentos de telefonema. E isso era mais do que o máximo.

    O tempo passa, sempre passa. Seu Davi se foi, tio Samuel e tio Mizael também. O menino foi crescendo e os corredores da igreja foram mudando de cor. O garoto viajou para longe, mas sempre procurando saber o que estava acontecendo nos corredores da igreja. Dna. Celina foi crescendo também, mudando de condição e já não estava na sala da secretaria. Os anos foram se passando, e com certo custo ia a igreja que ela conhecia a dedo.

    Agora a Dna. Celina se juntou aos três de vez. Não tem volta, louvado seja por isso. Sua condição mudou definitivamente para aquela que os anos não podem mais interferir. A eternidade - já em seu coração - efetivou a morada no mesmo, agora totalmente transformado.

    Quanto a gente, fica a saudade das conversas aos redor da mesa (com as marmitas abertas), das piadas e brincadeiras que eles faziam um com os outros. O menino já não e mais o mesmo, mas as lembranças são as mesmas. Dna. Celina agora está no patamar que lhe é devido. E isso ninguém aqui na terra pode dar. Nem igreja nenhuma, nem o Seu Davi, muito menos o garoto.

    Dna. Celina, obrigado. Fique sabendo que estamos aguentando firme. Daqui a pouco chegaremos todos aí.

    terça-feira, 2 de abril de 2013

    A ARTE DA GUERRA

    Ele foi um general chinês, estrategista e um filósofo. Escreveu um tratado militar com 13 capítulos, tratado (que virou livro) venerado até os dias de hoje. Escrito no Século IV a.C., "A Arte da Guerra" tem inspirado multidões e é utilizado - inclusive - como manual de negócios em empresas de grande porte. Sun Tzu, está (ainda) fazendo história.

    A disputa sempre teve terreno fértil em nossos corações. Ela começou a existir desde que a fruta foi mordida, causou a morte do irmão e a troca de lentilhas. Fez Isaque ter um irmão mais velho e também fez com que irmãos jogassem o filho predileto na cisterna. Fez com que os judeus libertos desejassem ter um rei, e também fez com que um deles fugisse por causa da traição do seu próprio filho. A disputa dividiu os reinos, realizou guerras, invadiu o coração dos Fariseus. A disputa tentou amarrar o Verbo na morte, mas não conseguiu. Mesmo apesar dela gostar de interagir com os pequenos Cristos na terra, ela perdeu o seu poder. Pelo menos, para aqueles que sabem disso.

    A disputa, por mais complicada que possa ser, pode ser vencida. Sabemos que ela incita casais ao divórcio, igrejas a divisão, países a ficarem em estado de guerra. Mas, mesmo assim, ela pode ser vencida por mim e por você. Basta começar no meu mundo: naquilo que meus braços podem estender e fazer minhas mãos tocarem. As vezes até mesmo um lindo sorriso (ao invês de uma testa franzida) faz a diferença.

    Derrotamos a disputa com um xeque-mate surpresa, mas que não é uma carta que está escondida na manga. Se estiver, trate de mostrar logo ao seu próximo! Lembre-se que ele não é seu opositor. Adversário, você só tem um e, mesmo com ele, não há disputa. Ela não existe. Ou será que existe disputa com alguém que já perdeu? Não gaste suas forças com quem já foi derrotado, apenas fale isto para ele quando ele pisar em teu pé. Sempre ajude os que são derrotados na disputa a viverem para aquilo que foram criados.

    Rumores de guerras sempre existirão e não devemos nos abater, nem ficarmos surpresos ou escandalizados. Se você conhecer um pouco o Livro, saberá que já foi tudo previsto, além de termos a certeza de que a "chapa vai esquentar" ainda mais. No worries, vamos viver a Vida, fazendo terminar as guerras próximas que estão próximas a nós. Com certeza absoluta que você nada pode fazer para intermediar um diálogo entre Barack Obama (EUA) e Kim Jong-Un (Coréia do Norte), porém mesmo você sendo um vermezinho (Isaías 41:14), não precisa ter medo: mude o seu mundinho!

    As Boas Novas são novas porque surpreendem o status quo. Falam e pedem uma reação adversa daquilo que normalmente vemos. É por isso que o Carpinteiro veio, para trabalhar a madeira em seu estado natural e transformá-la naquilo que Ele deseja. Essa é a arte maior, não escrita por homens ou estrategistas, mas por pessoas normais como você e eu que multiplicam Seus atos por onde andamos. Este é o bumerangue que vem e que volta, em ações singelas mas que fazem acabar com toda guerra. Mas a maior delas, a guerra "interna", só mesmo com a arte do Carpinteiro.

    Uno!

    sábado, 26 de janeiro de 2013

    O TEMPLO QUE CRESCE PARA DENTRO

    O contexto histórico é o do exílio de Israel em Babilônia (Ezequiel 40 à 43:17), na geografia do atual Iraque, quinhentos anos antes de Cristo (40:1). A experiência é espiritual, portanto, de natureza subjetiva (40:2, 43:1-6). A primeira visão é do templo construído por mãos humanas, onde as vaidades dos construtores, dos sacerdotes, dos ricos e dos reis ganhava sua simbolização, e emprestava a esses personagens da vaidade um sentimento de importância: valia a pena até mesmo ser enterrado nas imediações (43:7-9).
    O Templo dos Homens era lugar de ideologia, política e auto-afirmação!



    Então vem Deus e diz: “Tu, pois, ó filho do homem, mostra à casa de Israel este templo, para que ela se envergonhe de suas iniqüidades; e meça o modelo”(43:10).

    A questão é: que Templo?

    Ora, Deus havia mostrado antes o modelo a Ezequiel (40: 6 a 42:20). Tratava-se de um edifício impossível de caber nos padrões de matemática, física e arquitetura da Terra! Talvez à partir da Física Quântica se pudesse ter um vislumbre melhor do projeto. E por quê? Porque na Física Quântica tempo e espaço perdem sua significação linear! De maneira simples e não exaustiva demonstrarei as razões:

    1. As medidas são anti-físicas: o lugar começa mínimo (40: 5-6) e, à medida em que se entra por essa Porta Estreita e nesse Lugar Pequeno, tudo começa a crescer. A seqüência da leitura mostra que as dimensões vão ficando cada vez maiores quando se entra por essa pequena porta.

    2. O crescimento é para dentro: do verso 7 ao 41:5 esse é um fato inescusável. Quanto mais se entra, mas o lugar aumenta em suas dimensões e espaços.

    3. O lugar não apenas cresce para dentro, mas também para cima (41: 6-7). E o acesso de um nível para o outro não poderia ser alcançado por fora, mas somente por dentro. O lugar cresce se se entra nele e, uma vez nele, só se passa de um nível para o outro num caminho interior.

    4. O lugar não se limita às simbolizações da terra. Suas decorações são manifestações de todas as criações de Deus: querubins e palmeiras. A primeira criação—a dos anjos— e a segunda criação—a da natureza que nos circunda( 41: 17-20). Elementos de ambas as criações estão presentes no lugar, de madeira à rostos animais e seres angelicais. Até os anjos que nele aparecem tem cara de homem e leãozinho!

    5. As portas dos lugares mais sagrados contêm as mesmas simbolizações multicriacionais (41: 25). Outra vez anjos e natureza estão juntos.

    6. Ao ser totalmente medido, subitamente o lugar se projeta para amplidões incomparáveis, maiores do que todas as dimensões anteriormente mencionadas (42: 15 – 20).

    7. Somente após visitar esse lugar cuja entrada é estreita, que violenta os conceitos de espaço—pois cresce para dentro e para cima—, que está marcado por todos os signos de todas as criações, e cuja saída remete para um mundo de dimensões bem maiores, é que se diz que aquela viagem permite a instalação na consciência do discernimento entre o “santo e o profano”(42: 20c).

    Portanto, não se está falando de um templo construível por mãos humanas. Ele não é desta ordem de coisas!

    A conclusão divina dada a Ezequiel é dupla:

    1. Estou mostrando o meu Lugar Santo para que eles “se envergonhem e meçam o modelo” (43: 10).

    2. “Esta é a lei do Templo” (43: 12). É o que Ele diz aos que se preocupam com exterioridades!

    A questão é: e daí? Bem, para quem não entendeu ainda, Deus está nos dando alguns parâmetros de crescimento!

    A Porta é Estreita. De fora não se sabe o quão grande é dentro. Quanto mais se entra, maior fica. As subidas de andares só acontecem por dentro. A espiritualidade do lugar põe querubins (anjos) e palmeiras (natureza) em equivalência. Umavez fazendo a viagem as dimensões aumentam para fora. E a consciência aprende a fazer a distinção entre o santo e o profano.

    Não fosse a dificuldade de raciocínio associativo da parte de alguns seria irrelevante dizer que em João 7: 37-38 somos remetidos para a mesma cena em sua seqüência (Ez 47), fazendo de Jesus esse Templo-Altar de onde procedem as “águas da vida”.

    De acordo com a interpretação de João sobre Ezequiel, o Espírito é quem realiza essa realidade! Paulo nos fala que fomos constituídos “habitação de Deus no Espírito”!

    Ora, eu poderia escrever um denso livro sobre as implicações desse “achado”. Mas é obvio que o desejo de Deus é que “meçamos o modelo”. Seu desejo é que comparemos o que chamamos de religião com aquilo que Ele chama de “lugar da minha habitação”. Nos nossos templos os reis e os que se julgam importantes pensam que apenas “um muro” os separa de Deus (43: 7c e 8a).

    Nos nossos templos a vaidade dá lugar a monumentos ao Ego ( 43:7c). Nossos templos são obras do homem!

    Já nesse lugar da habitação de Deus, as matemáticas humanas cessam e as medidas do homem são todas elas extrapoladas (Ef 3:14-19). Nesse lugar a gente só cresce se a viagem for para dentro e para cima. Não há escadas do lado de fora! E mais: a visão que nele se encontra acerca de Deus é a de uma espiritualidade que combina anjo e palmeira: o natural e sobrenatural!

    Esta é a lei do templo: entre pela porta estreita, viaje para dentro de si mesmo guiado pelo Espírito—o que estiver morto ganhará vida—, cresça interiormente, inclua toda a criação em sua espiritualidade, e não tenha medo do mundo exterior, pois, uma vez fazendo a viagem, ganha-se na consciência—não nas exterioridades—o discernimento entre o que é santo e o que é profano!

    “Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundices e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo, e porei dentro em voz espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez 36:25-26, ver 11:19-20).
    Este era o sonho dos profetas!

    Este é o Templo que Jesus disse que em sendo destruído Ele o reconstruiria em três dias!

    E nós nos tornamos esse templo em Cristo!

    Afinal, eu estou Nele, por isto Ele vive em mim!

    Assim, fica-se sabendo que o único lugar onde o caminho de Deus se realiza é o coração. Isto porque “os céus dos céus” não podem conter a Deus. Ele, no entanto, habita com o quebrantado e com o contrito de coração!

    Nele,

    Caio 

    terça-feira, 4 de dezembro de 2012

    TELEPATIA ATRAVÉS DE CHIP E INTERNET

    Imagine...

    A telepatia artificial, ou "teclepatia", nada mais é do que a comunicação mente a mente usando a tecnologia como meio de transmissão, e tem se tornado um tema de crescente interesse, sobretudo agora que o ser humano conta com tecnologias que nos permitem "ler" o pensamento com maior ou menor precisão. E embora ainda não exista sistema algum de comunicação telepática que funcione, há cientistas que defendem a projeção de que no futuro este tipo de conexão será tão comum como a que realizamos hoje em dia por meio de celulares.

    LEITURA DOS PENSAMENTOS

    Há apenas algumas semanas, o mundo conheceu a história do canadense Scott Routley, paciente em estado vegetativo que, com a ajuda de um aparelho de ressonância magnética, se comunicou por meio de seus pensamentos após mais de uma década em silêncio.
    A experiência é mais um exemplo de como sensores e aparelhos de exames nos permitem analizar o fluxo do sangue no cérebro ou detectam os impulsos elétricos de nossos neurônios para determinar padrões vinculados a palavras, ações ou ideias concretas.
    Atualmente existem duas formas de fazer isso: colocando uma série de sensores na parte externa da cabeça ou abrindo o crânio para implantar um chip no córtex cerebral. Embora seja mais invasivo, o segundo é o que vem dando aos cientistas a possibilidade de obter resultados com maior precisão.
    Kevin Warwick, professor de cibernética da Universidade de Reading, na Grã-Bretanha, foi uma das primeiras pessoas a ter um chip implantado em seu cérebro, ainda em 2002.
    Em 2004 ele conseguiu estabelecer uma conexão telepática com sua mulher, Irina, que esatava usando eletrodos externos.
    Com os respectivos sensores acionados, os dois sistemas nervosos foram ligados à internet e através deste meio Irina moveu sua mão três vezes e os movimentos foram percebidos por Kevin.
    "O que fizemos até agora é enviar sinais de sistema nervoso para sistema nervoso; o próximo será de cérebro a cérebro. Já temos agora a tecnologia para fazer isso, e tentar o primeiro experimento, que provavelmente será uma forma rudimentar e telegráfica de comunicação", conta o cientista.
    A comunicação não seria muito diferente de uma ligação entre duas pessoas, por telefone, diz o pesquisador.
    DILEMAS E RISCOS
    Superados todos estes desafios, restaria ainda enfrentar todos os dilemas éticos envolvidos em pesquisas com comunicação telepática.
    Em primeiro lugar, são poucas as pessoas dispostas a terem um chip instalado em seu cérebro. O dispositivo pode gerar problemas de rejeição.
    Além disso, se os dados forem transmitidos através de um meio como a internet, os pensamentos das pessoas poderiam ser facilmente interceptados.
    E no pior dos casos, alguém poderia introduzir pensamentos em nosso cérebro.
    Mas na visão dos especialistas ainda temos muito pela frente antes dessas situações se tornarem realidade. Enquanto isso, pessoas como Scott Routley, que se comunicou mesmo estando em estado vegetativo, podem usufruir das descobertas feitas ao longo do caminho.


    segunda-feira, 22 de outubro de 2012

    EU



    Certa vez o jornal London Times pediu para alguns escritores que respondessem a pergunta: "O que há de errado com o mundo". G. K. Chesterton enviou a resposta mais suscinta:

    Prezados Senhores:

    Eu. 

    Atenciosamente, 
    G. K. Chesterton

    terça-feira, 16 de outubro de 2012

    Boa noite

    É assim que William Bonner fala todas as noites, no Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão. Confesso que estava com saudades de assistir o famoso telejornal, mas devo dizer que hoje ainda estou tentando digerir as informações que ví e ouví.

    A primeira pergunta que eu me faço é: de que servem as informações? Será que são simples coisas que usamos para coçar as orelhas enquanto comemos a janta? Para que vemos os Jornais? Qual é o propósito de "ficar informado"?

    A rapidez das informações é grande hoje em dia. Em um clique você pode ver e ler o que quiser. Em seu navegador, você pode abrir diversas abas e, dentro de cada uma, saber como está o Flamengo, em outra assistir um vídeo no YouTube e na terceira ler as notícias do UOL. Tudo isso em questão de segundos. Quando vamos para a televisão, a coisa não muda muito. Informações e "entreterimento" para todos os lados. As vezes parece que somos como esponjas que absorvem e absorvem, mas que não faz diferença alguma. Afinal de contas, a informação vem e vai. Em um clique. Em um botão.

    Hoje o Jornal Nacional foi difícil demais para mim. A começar com a notícia de uma senhora que morreu por causa de um erro de uma estagiária. Pasmem: a senhora morreu por causa de uma infusão de café com leite em sua veia. A bebida foi para o coração, ele bombardeou para o pulmão e a mulher morreu. Revolta em São João de Merití, Baixada Fluminense. Tem coisas que só acontecem na Baixada. Mas rapidamente Bonner faz a chamada para o próximo bloco pois precisamos saber quem entrará no lugar do jogador Marcelo no jogo de amanhã. Tem coisas que só acontecem na Seleção.

    "Mas peraí, como é que fica aquele choro da filha que, por um desastre insano, viu sua mão falecer por causa de café com leite?", pergunto eu. Enquanto pensava, a propaganda já tinha começado e pela miléssima vez ouço a pergunta: quem matou o Max (Novela Avenida Brasil). A foto da mulher que morreu insanamente não sai de minha cabeça, muito menos a notícia de que as favelas (agora) estão ocupadas pela polícia. Os viadutos estão sendo todos ocupados pelos viciados em Crack. A chamada "Cracolândia" só mudou de lugar. Ou não? Tem coisas que só acontecem nas favelas.

    Hoje, a tardezinha, ví um vídeozinho engraçado em que o prefeito mais feliz (segundo ele) faz um Raio-X de como está o seu ego. Quem quiser ver ouví-lo, basta clicar aqui. Você vai ver um Nabucodonozor de primeira, orgulho a flor da pele, de alguém que só vê a Cidade Maravilhosa de cima, dentro de um helicóptero. É o prefeito eleito pelos cariocas.

    Esse é o meu país, que tanto amo. Amo muito mesmo. Amo demais minha cidade, Rio de Janeiro. Mas a visão debaixo do helicóptero (ou como dizia o sábio, "debaixo do sol") é algo desesperador. Enquanto cafés com leite são inseridos na veia, Seleção do Mano Menezes pagando mico, viadutos tomados de Crack, me parece difícil de ver uma mudança. Mas para que serve essas informações todas, meu Deus do céu? Para quê?

    Eu acho que a gente, propagador do Amor divino, invertemos a carga horária. Hoje em dia, nós trabalhamos apenas um dia (justamente no dia em que não é para trabalhar): Domingo. O primeiro dia da semana é dia de descanso, de estarmos aos Seus pés, mas estamos tão atarefados com nossas reuniões, projetos e estratégias que não nos resta tempo. Nos outros dias da semana, apenas descansamos. Nós nos desligamos, talvez sejamos como zumbis (mortos-vivos). Talvez seja por isso que não nos importamos muito com as informações que temos, pois são apenas imagens em uma tela LED. Não são pessoas de verdade. Então, descansamos por 6 dias e só trabalhamos em 1 (no Domingo). E olha que que Deus fez justamente o contrário!

    A essas alturas, o William Bonner já deve estar dormindo. Já terminou o seu trabalho e amanhã, haverá novas reuniões de sua equipe de trabalho para definir que notícias irão nos bombardear. Mais notícias, mais imagens em nossa tela plana. E assim vamos vagando, de segunda a sábado, para no domingo clamarmos "Vem Senhor Jesus".

    Talvez Jesus pense,

    Eu é que quero que vocês vão! Saiam de onde estão, vão ocupar as favelas! Façam o que o Rio Acolhedor não consegue fazer com esses viciados em crack! Parem de levantar as mãos, usem-nas para abraçar essa mulher que acabou de perder sua mãe! Saibam que eu não virei se vocês não forem!"

    Bonner, me desculpe, mas tá difícil de eu ter uma boa noite. Mas vou tentar, na esperança que este novo dia prometido pelo Carpinteiro REALMENTE tome conta do meu ser e daqueles que dizem que o ama. Só assim teremos uma boa noite, esperando por Jesus que não virá até que acordemos de nosso estado zumbi.

    Que país é esse? É o meu, o teu, o nosso.

    sábado, 14 de julho de 2012

    Educação moderna = Adultos como bebês

    Os alunos do 3º ano de uma das melhores escolas de ensino médio dos Estados Unidos, a Wellesley High School, em Massachusetts, estavam reunidos, numa tarde ensolarada no mês passado, para o momento mais especial de sua vida escolar, a formatura. Com seus chapéus e becas coloridos e pais orgulhosos na plateia, todos se preparavam para ouvir o discurso do professor de inglês David McCullough Jr. Esperavam, como sempre nessas ocasiões, uma ode a seus feitos acadêmicos, esportivos e sociais. O que ouviram do professor, porém, pode ser resumido em quatro palavras: vocês não são especiais. Elas foram repetidas nove vezes em 13 minutos. “Ao contrário do que seus troféus de futebol e seus boletins sugerem, vocês não são especiais”, disse McCullough logo no começo. “Adultos ocupados mimam vocês, os beijam, os confortam, os ensinam, os treinam, os ouvem, os aconselham, os encorajam, os consolam e os encorajam de novo. (...) Assistimos a todos os seus jogos, seus recitais, suas feiras de ciências. Sorrimos quando vocês entram na sala e nos deliciamos a cada tweet seus. Mas não tenham a ideia errada de que vocês são especiais. Porque vocês não são.”



    O que aconteceu nos dias seguintes deixou McCullough atônito. Ao chegar para trabalhar na segunda-feira, notou que havia o dobro da quantidade de e-mails que costumava receber em sua caixa postal. Paravam na rua para cumprimentá-lo. Seu telefone não parava de tocar. Dezenas de repórteres de jornais, revistas, TV e rádio queriam entrevistá-lo. Todos queriam saber mais sobre o professor que teve a coragem de esclarecer que seus alunos não eram o centro do universo. Sem querer, ele tocara num tema que a sociedade estava louca para discutir – mas não tinha coragem. Menos de uma semana depois, McCullough fez a primeira aparição na TV. Teve de explicar que não menosprezava seus jovens alunos, mas julgava necessário alertá-los. “Em 26 anos ensinando adolescentes, pude ver como eles crescem cercados por adultos que os tratam como preciosidades”, disse ele a ÉPOCA. “Mas, para se dar bem daqui para a frente, eles precisam saber que agora estão todos na mesma linha, que nenhum é mais importante que o outro.”

    A reação ao discurso do professor McCullough pode parecer apenas mais um desses fenômenos de histeria americanos. Mas a verdade é que ele tocou numa questão que incomoda pais, educadores e empresas no mundo inteiro – a existência de adolescentes e jovens adultos que têm uma percepção totalmente irrealista de si mesmos e de seus talentos. Esses jovens cresceram ouvindo de seus pais e professores que tudo o que faziam era especial e desenvolveram uma autoestima tão exagerada que não conseguem lidar com as frustrações do mundo real. “Muitos pais modernos expressam amor por seus filhos tratando-os como se eles fossem da realeza”, afirma Keith Campbell, psicólogo da Universidade da Geórgia e coautor do livro Narcisism epidemic (Epidemia narcisista), de 2009, sem tradução para o português. “Eles precisam entender que seus filhos são especiais para eles, não para o resto do mundo.”

    Em português, inglês ou chinês, esses filhos incensados desde o berço formam a turma do “eu me acho”. Porque se acham mesmo. Eles se acham os melhores alunos (se tiram uma nota ruim, é o professor que não os entende). Eles se acham os mais competentes no trabalho (se recebem críticas, é porque o chefe tem inveja do frescor de seu talento). Eles se acham merecedores de constantes elogios e rápido reconhecimento (se não são promovidos em pouco tempo, a empresa foi injusta em não reconhecer seu valor). Você conhece alguém assim em seu trabalho ou em sua turma de amigos? Boa parte deles, no Brasil e no resto do mundo, foi bem-educada, teve acesso aos melhores colégios, fala outras línguas e, claro, é ligada em tecnologia e competente em seu uso. São bons, é fato. Mas se acham mais do que ótimos.


    Extraído: Revista Época